Alexandre (2004) - Análise histórica do filme

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Colin Farrell como Alexandre.

Alexandre (2004) é um filme de Oliver Stone que conta a história da vida de Alexandre o Grande, rei macedônio que viveu no século 4 a.C. e liderou o exército que conquistou o Império Persa e levou a cultura helênica para o resto do mundo conhecido, iniciando assim o chamado Período Helenístico. Essa época se caracterizou por um cruzamento da cultura oriental e da cultura grega que traria muitas consequências para o futuro da civilização ocidental.

Esse filme gerou muitas discussões e até hoje divide opiniões. É um bom filme? Talvez não. É uma boa representação histórica? Sim. A incapacidade de juntar essas duas características é algo que discutiremos mais a fundo nesse artigo.

Essa análise foi feita a partir da versão extendida do filme, a versão do Diretor (Director's Cut), que tem exatas 3 horas e 18 minutos de duração. Essa versão do filme conta com 30 minutos a mais do que a versão de cinema que está disponível na Netflix.

Os erros cometidos pelos realizadores desse filme

Tentar contar toda a história da vida de Alexandre em apenas um filme

O roteiro deveria ter feito um recorte e dado destaque para algum momento específico da vida dele. Se o desejo era contar toda a vida desse personagem deveria ter sido feita uma opção pelo formato de série ou mini-série. Ter a pretensão de contar toda a história de vida desse personagem, desde a infância até a morte aos 32 anos, é um absurdo. Sem dúvida esse foi um dos grandes erros do filme.

Ser incapaz de dar boas motivações ao personagem

Basicamente o filme não sabe o que quer. Na ânsia por recriar o máximo de momentos possíveis da vida de Alexandre, os roteiristas deixaram de fazer uma pergunta básica: "Porque esse momento é importante? Ele vai contribuir para avançar a história?"

A maior parte das cenas não leva a nada. E as motivações do personagem são confusas: Porque Alexandre queria conquistar a Ásia? Apenas para engrandecer o seu próprio nome? Essa é certamente uma convicção aceitável, mas o público dificilmente vai se identificar com um psicopata disposto a matar milhares de seus conterrâneos para deixar seu nome na História. Ao mesmo tempo o roteiro transmite um certo idealismo, como se Alexandre estivesse tentando criar um Império global, que acabaria com todas as fronteiras e uniria a humanidade.

Qual é a motivação dele afinal? Glória ou busca pela união da humanidade? Sabemos que Alexandre era um personagem pouco coerente que pendia entre esses dois pólos, mas um filme precisa trabalhar melhor essas questões para criar um personagem central que o público possa simpatizar.

Um destaque exagerado para a questão do panssexualismo

Sabemos que entre os gregos a pederastia (prática sexual entre um homem e um rapaz mais jovem) e o panssexualismo (atração por pessoas independente de seu gênero) eram parte da cultura e vistas com completa naturalidade. Os próprios espartanos, retratados em alguns filmes como símbolos perfeitos do homem másculo, compartilhavam dessa cultura.

Retratar o panssexualismo grego em filme é sempre uma aposta arriscada em um mundo onde o público foi criado em uma sociedade de valores cristãos. E esse pode ter sido um dos principais motivos pelo qual o filme teve uma recepção tão ruim.

Bagoas, o cortesão do rei.

Nessa versão do diretor fica claro que muitas cenas homoeróticas foram cortadas da versão principal do filme, já que essa versão conta com diversas cenas extras que retratam esse tema, principalmente entre Alexandre e Bagoas, o cortesão do rei. Na biografia de Alexandre escrita por Philip Freeman, o cortesão Bagoas é citado cerca de duas ou três vezes, então é realmente triste ver um filme em que ele ganha status de personagem principal, com mais de 10 cenas, todas elas de caráter homossexual.

A questão do panssexualismo grego nos filme é discutida mais a fundo nesse artigo: O sucesso e o fracasso da História grega no cinema

Um destaque exagerado para a relação Olimpia x Alexandre x Filipe

O filme também apresenta muitas cenas entre a mãe de Alexandre, Olimpia, e seu filho, com uma nada sutil implicação de que rolava um Complexo de Édipo na parada, ou seja, Alexandre estava louco para transar com sua própria mãe. Nojento, não é? Parece que Oliver Stone queria que o público ficasse desconfortável o tempo todo ao assistir a esse filme.

Isso fica ainda mais óbvio pela escolha da atriz Angelina Jolie para contracenar com o Alexandre de Colin Farell, dois atores com praticamente a mesma idade atuando como mãe e filho. E para não ficar dúvidas, ainda rola um beijo na boca entre mãe e filho. Oliver Stone e suas sutilezas.

Idealizar demais a figura de Alexandre

Oliver Stone exagera nos elogios ao líder macedônio. As principais barbáries e genocídios cometidos por ele foram excluídos do roteiro, e a trilha sonora em diversos momentos pinta Alexandre como um herói idealizador de um mundo perfeito.

Alexandre amava o poder e a matança, e com certeza sonhava com um mundo onde todos fossem seus súditos, e onde as Alexandrias se estendessem de um ponto ao outro do planeta e seu nome e sua glória nunca se apagassem. Transformar esse personagem em uma figura perfeita, o líder ideal, é um absurdo.

Os pontos positivos

Mesmo com todos esses problemas o filme chama a atenção pela fidelidade do ponto de vista histórico. Qualquer pessoa que ler uma biografia de Alexandre perceberá que um grande número de eventos reais foi colocado no filme, além disso, poucas alterações  de impacto foram feitas, embora tenha se omitido muita coisa.

O Alexandre interpretado por Colin Farell é muitas vezes criticado por ser um pouco exagerado. Mas é totalmente fiel do ponto de vista histórico. Alexandre tinha características de um homem louco, era uma pessoa extremamente exagerada em tudo que fazia, se comparando constantemente a Aquiles e querendo superar os feitos de Hércules. Um homem capaz de matar um amigo durante uma discussão não pode ser considerado muito racional, e Alexandre não era mesmo. Por isso a atuação de Colin Farell, exagerada da forma que foi, faz total sentido.

Olimpia, Filipe e Alexandre. Nessa foto eles são retratados no dia do assassinato de Filipe.

O ator tinha 27 quando gravou o filme, então algumas cenas ficam um pouco ridículas. Por exemplo, no dia em que Filipe foi assassinado Alexandre tinha apenas 20 anos e contracenava com sua mãe, interpretada por Angelina Jolie, atriz que tinha 28 anos na época. Já Filipe, interpretado por Val Kilmer, está perfeito. O personagem histórico morreu com 46 anos e foi interpretado pelo ator quando tinha 45.

O filme também faz um excelente retrato das cidades, da arquitetura, das roupas e dos equipamentos militares, e algumas das representações de batalhas são bem realistas. A batalha de Gaugamela é uma das mais fiéis já retratadas no cinema.

O grande erro: a escolha pela narrativa não linear

A narrativa escolhida pelos realizadores para contar a história de Alexandre não segue a ordem cronológica dos eventos. O filme pula no tempo para trás e para frente incríveis 18 vezes!!! Para aqueles que não entenderam, fiz um gráfico para ilustrar todas os pulos no tempo mostrados no filme. Confira abaixo você mesmo:

A ordem dos eventos conforme narrada no filme. O longa começa em 323 e termina em 285 a.C.

Confuso, não é? Pois o filme, em muitos casos não fornece nem a data. No meio de toda essa confusão, em algumas ocasiões os responsáveis escolheram colocar na tela "Sete anos antes..." ou "Dez anos depois...". É inacreditável... Abaixo você confere as datas com os eventos do filme, na ordem em que eles foram apresentados:

  • 323: Morte de Alexandre na Babilônia
  • 285: Ptolomeu no Egito
  • 331: Batalha de Gaugamela
  • 351: Pella (Alexandre com 5 anos)
  • 341: Alexandre com uns 15 anos (Ginasium, Aristóteles, Bucéfalo e passeio pelas cavernas)
  • 331: Entrada na Babilônia
  • 330: Nordeste da Ásia e perseguição a Dario
  • 327: Casamento com Roxana e discussão entre Alexandre e seus generais
  • 337: Casamento de Filipe com a filha de Atalo
  • 327: Nordeste da Ásia, conspiração de Filotas e morte de Parmênion
  • 337: Volta para o casamento de Filipe com a filha de Atalo
  • 329: Hindu Kush
  • 327: Índia (assassinato de Cleitos)
  • 336: Pella e o assassinato de Filipe
  • 326: Índia e a batalha com Porus
  • 325: Travessia do deserto Gerusiano
  • 324: Morte de Heféstion
  • 323: Morte de Alexandre
  • 285: Ptolomeu no Egito


Implicâncias com detalhes

Sendo um estudante de História eu não poderia deixar de implicar com muitos detalhes. O que posso dizer? Assistir a um filme histórico e ficar tentando encontrar errinhos (ou grandes acertos) é um dos meus passatempos favoritos. Confira alguns deles abaixo:

A couraça de Filipe

Porque não começar com um elogio? Olha que coisa mais linda essa recriação da couraça do rei Filipe.  Descoberta em Vergina na Macedônia, acredita-se que ela tenha pertencido ao pai de Alexandre. Atualmente em exposição no museu da cidade.

A couraça de Filipe no Museu de Vergina.

Estandartes no exército macedônio?

Não, os líderes do exército comunicavam suas ordens através de sons com instrumentos de sopro principalmente (o que chega a ser mostrado em outras cenas do filme). O uso de estandartes era uma prática romana bem posterior.

Templo grego em ruínas

Aristóteles ensina seus pupilos nas ruínas de um templo grego. Há tantas coisas erradas nessa imagem! Um templo grego em ruínas na antiguidade? Não! Esse templo parece estar abandonado a séculos. Qual o problema dos diretores de Hollywood e a mania de colocar templos em ruínas na antiguidade! Além disso, há algo ainda pior. Uma estátua de Atenas em mármore aparece no centro do templo. Quer dizer que não só o templo foi abandonado, mas a estátua do templo, a representação da deusa, foi deixada ao relento, completamente descuidada?

Outro erro importante: Aristóteles é interpretado por Christopher Plummer, ator que tinha 75 anos na época das filmagens. No entanto, na época em que Aristóteles foi professor de Alexandre ele tinha cerca de 40 anos. O filósofo nem chegou aos 75 anos de vida, morreu aos 62.

Bronze

Em uma cena no quarto de Olimpia, a rainha da macedônia, aparecem uma estátua e um vaso grego, ambos verdes ou com detalhes em verde. Ou seja, um vaso e uma estátua de bronze. O problema é que o bronze não é originalmente verde, ele fica assim com o tempo se não for cuidado de forma apropriada. Um vaso de bronze verde no quarto da rainha da Macedônia, seria o equivalente a um vaso de ferro enferrujado no quarto de uma grande autoridade moderna. Não faz sentido, ambos deveriam estar na cor original do bronze. Segundo Hemingway:

A pátina verde evidente em muitos hídrias de bronze grego é um resultado da corrosão ao longo dos séculos. Originalmente, estes vasos tinham uma tonalidade dourada, cobre ou castanha, dependendo da liga de bronze particular que era usada. (HEMINGWAY, sem pág.)

Roxana em Hindu Kush

O filme faz tanta confusão com as datas que erros se tornam inevitáveis. Nessa cena Alexandre aparece com suas tropas nas montanhas do Hindu Kush. Sua esposa Roxana é mostrada dentro de uma carruagem. Mas Alexandre passou por essas montanhas em 329, dois anos antes de se casar com Roxana.

Alexandrias

Na mesma cena em Hindu Kush, Alexandre pede para Ptolomeu se ele já encontrou um lar para si. A resposta é 'Cada vez mais acredito que será Alexandria', se referindo a cidade fundada por Alexandre no Egito. No entanto, a pergunta que Alexandre deveria ter feito é 'Qual delas?'. Mais de 10 cidades com esse nome foram fundadas ao longo das campanhas na África e Ásia.

Busto hoplita de Filipe

Um busto em Alexandria, no Egito, retrata o rei Filipe com um elmo hoplita grego, muito diferente daquele usado pelos macedônios em batalha. É um busto muito parecido com os famosos bustos de Péricles e Temistócles, e condiz com a forma ateniense de representar os seus generais na Era de Ouro. Mesmo que a representação esteja errada, é até possível aceitar a ideia de que o busto teria sido feito nesse estilo para agradar aos gregos.

Bucéfalo

Aplausos devem ser dados a essa maravilhosa recriação do momento em que Alexandre doma Bucéfalo. Uma das melhores partes do filme e muito fiel aos relatos históricos.

Morte de Bucéfalo e a batalha com Porus

No entanto, na cena seguinte o cavalo de Alexandre morre e não é feito nenhum comentário sobre isso. Na realidade, o rei ficou tão devastado que nomeou uma cidade em homenagem ao seu cavalo morto.

Outro comentário que deve ser feito sobre essa cena é a forma como foi mostrada a batalha contra o rei indiano Porus. Os macedônios não só venceram essa batalha, mas o uso de elefantes pelas tropas indianas não foi uma grande surpresa. Os macedônios já haviam visto elefantes em outros exércitos, e o próprio Alexandre havia ganhado vários elefantes de guerra de outro rei indiano.

Alexandre também é atingido por uma flecha durante essa batalha. Essa também foi uma alteração feita pelos roteiristas. Ao longo da campanha o rei sofreu vários ferimentos sérios, sendo inclusive atingido por algumas flechas, mas nessa batalha isso não aconteceu. O ferimento a flecha mais grave sofrido por Alexandre ocorreu no sul da Índia, quando as tropas macedônias já estavam voltando para casa.

Alexandre decide voltar para casa

Após a batalha contra Porus, que o filme erroneamente retrata como uma derrota, Alexandre decide por conta própria voltar para casa. Nada mais longe da realidade. Alexandre decidiu voltar para casa apenas após o motim do rio Hifases, que ocorreu após essa batalha (e não antes, como mostrado no filme), quando os soldados macedônios se negaram a continuar a campanha e exigiram voltar pra casa.

O rei então se retirou para sua tenda e se negou a falar com o exército por alguns dias (esse tipo de chantagem emocional era uma prática comum de Alexandre), mas ao ver que seus conterrâneos não mudavam de ideia, ele decidiu aceitar as exigências do exército.

Alexandria no Egito

Podemos tirar um tempo para admirar a beleza da recriação da cidade Alexandria no Egito. Essa importante cidade do período helenístico nunca foi tão lindamente representada.

Sobre a cidade da Babilônia

Outra recriação maravilhosa foi a da cidade da Babilônia. Eu sou um grande apaixonado pela história da Mesopotâmia, então vocês podem imaginar o prazer que tive ao ver essa linda representação da cidade de Nabucodonosor II.

O filme retrata Babilônia como sendo a capital persa e a grande cidade do Império, ignorando as três grandes cidades persas: Susa, Ecbatána e Persépolis (a capital). Vários acontecimentos que ocorreram em outras cidades foram colocados na Babilônia. Acredito que o motivo para isso tenha sido principalmente financeiro, recriar diversas cidades persas teria aumentado muito os custos da produção. Mas outras cidades exerceram um papel muito importante na história de Alexandre, vamos comentar rapidamente cada uma delas:

Susa: uma das cidade mais importantes do Império. Era, assim como a Babilônia, uma cidade milenar que muito antes dos persas surgirem era a capital do antigo reino do Elam. Havia sido a capital de Dario I (550-486 a.C.) que construiu um grande palácio real na cidade. Foi lá que Alexandre encontrou os cofres do tesouro persa, com quantidades imensas de ouro que bancaram as suas campanhas e de seus sucessores. E foi para lá que Alexandre retornou após as suas campanhas no oriente, e não para a Babilônia.

Ecbatána: era a cidade onde ficava o palácio de verão do rei persa. Era lá que Alexandre e Heféstion passavam o verão em 324 a.C. quando Heféstion morreu.

Persépolis: era a capital dos persas, e a cidade mais importante do Império. Havia sido construída por Dario e ampliada por seu filho Xerxes, o imperador invasor da Grécia que colocou fogo na cidade de Atenas. O motivo para essa cidade ser ignorada pelo filme é simples: narrar o que aconteceu em Persépolis faria com que o público desprezasse Alexandre. O rei macedônio permitiu que a cidade, que havia se rendido a ele, fosse saqueada. Sua população foi estuprada, morta e os que sobreviveram foram vendidos como escravos. Para colocar uma cereja no bolo, Alexandre também decidiu colocar fogo no palácio de Xerxes.

Conclusão

O filme Alexandre é muito interessante, e com certeza vale a pena ser assistido por todos aqueles que gostam da história de Alexandre e do Período Helenístico. Foi muito gratificante ver as recriações feitas nesse longa e eu fico muito feliz que ele exista. Embora seja também triste, porque ele tinha muito potencial, e tinha tudo o que precisava para ser um excelente filme e isso acabou não se realizando.

Eu adoraria ver uma mini-série ou série que mostrasse a história de Alexandre, no estilo da série Roma da HBO que contou a história de Julio César e Otávio Augusto.

Na galeria abaixo você confere as fotos dos atores que trouxeram os personagens históricos a vida.

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Olimpia (mãe de Alexandre), Filipe II (pai de Alexandre) e Alexandre, retratado aqui com 20 anos de idade.
Os generais macedônios (da esquerda para a direita)<br/>Em cima: Alexandre, Parmênion, Ptolomeu, Heféstion, Crátero, Filotas.<br/>Em baixo: Clito, Cassandro, Antípatro (governador da Macedônia), Perdicas, Antígono e Nearco.
Outros personagens do filme<br/>Em cima: Aristóteles, Atálo, Dario (Grande Rei Persa), Bessos.<br/>Embaixo: Bagoas, Roxana, Oxiartes (pai de Roxana) e Poros (rei indiano).

Olimpia (mãe de Alexandre), Filipe II (pai de Alexandre) e Alexandre, retratado aqui com 20 anos de idade.

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Fontes bibiliográficas:

FREEMAN, Philip. Alexandre o Grande. Barueri: Amarilys, 2016.
HEMINGWAY, Colette, and Seán Hemingway. Greek Hydriai (Water Jars) and Their Artistic Decoration. In Heilbrunn Timeline of Art History. New York: The Metropolitan Museum of Art, 2000.

Alterações realizadas desde a publicação:

06/07/2019 - Adicionada citação sobre hídrias de bronze.
23/06/2019 - Data de publicação

Foto de membro da equipe do site: Moacir Führ

Escrito por

Moacir Führ

Moacir tem 32 anos e nasceu em Porto Alegre/RS. É graduado em História pela ULBRA (2008-12) e é o criador e mantenedor do site Apaixonados por História desde 2018.

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