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Como reconhecer a Arte Mesopotâmica

Livros > Mesopotâmia  |  1,3 mil visualizações

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Capa do livro Como reconhecer a Arte Mesopotâmica, de Sabatino Moscati
Autor: Sabatino Moscati
Título original: Come riconoscere l'arte mesopotamica
Páginas: 64
Editora: Livraria Martins Fontes
Ano da edição: 1989
Idioma: Português
Skoob: Acessar

Sinopse:

Os diferentes volumes dessa coleção constituem, no seu conjunto, uma autêntica história da arte. Assinados por especialistas italianos, apresentam uma estrutura mais ou menos idêntica: após uma brevíssima introdução, são analisados três setores principais - a arquitetura, a escultura e a pintura repesctivas, assim como, em alguns casos, outras artes.

A importância prática e cultural dessa coleção é atestada pelo vasto acolhimento que teve internacionalmente, estando já editada em doze países.


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Análise do livro

MOSCATI, Sabatino. Como reconhecer a arte mesopotâmica. São Paulo: Livraria Martins Fontes, 1985.

Esse livro faz parte de uma série dedicada a História da Arte. Além desse volume, também há exemplares tratando das artes Egípcia, Grega, Etrusca, Romana, Românica, Gótica, Islâmica, Renascimento, Chinesa, Rococó e Barroca.

O que chama mais atenção nessa obra é a linguagem. Embora o autor seja um arqueólogo, sua análise da arte tem um linguajar artístico e não histórico. O autor escreve como se estivesse conversando com estudantes de arte.  Então se prepare para muitos jargões técnicos.

As artes mesopotâmicas são divididas em quatro categorias: Arquitetura, Estatuária, Relevo ornamental e Artes Menores.

Embora o livro seja altamente ilustrado, chama atenção a quantidade mínima de elementos artísticos trabalhados na obra. Apenas algumas poucas obras são citadas e as análises são extremamente rápidas. Fiquei bastante decepcionado, pois em minhas pesquisas pela web encontrei informações muito mais relevantes, além de uma quantidade muito maior de obras. A arte mesopotâmica é muito rica, há muita informação com a qual trabalhar, é uma pena ver um livro que se limita tanto.

Talvez na década de 1980, antes da ascensão da internet, uma obra assim fosse relevante. Atualmente ela é totalmente dispensável.

Outra questão, embora a obra tenha sido lançada por uma editora brasileira, o livro é totalmente escrito em português de Portugal. A obra apenas foi lançada aqui, mas a impressão foi feita em Lisboa pelas Edições 70.

Falta de bibliografia ou referências

O livro não possui nenhum tipo de bibliografia. Pessoalmente acho muito difícil respeitar qualquer obra com essa característica. Porque há duas possibilidades para justificar esse fato:

1° - O autor não usou nenhuma obra de referência no desenvolvimento da obra. Ele se considera um gênio e não precisa saber da opinião de outros especialistas.

2° - O autor usou outras obras como referência, mas ele ou a editora decidiram deixar essas referências de fora. Dessa forma eles mostram que não há realmente um comprometimento com a credibilidade do trabalho que estão produzindo. Essa opção é quase aceitável nos casos em que o público visado é o infantil.

Em ambos os cenários, essa característica é um péssimo sinal.

Para finalizar, a capa do livro mostra uma obra muita famosa da arte mesopotâmica: a estátua de Gudea de Lagash. Várias estátuas desse rei foram encontradas na cidade de Lagash e estão atualmente em exibição no Museu do Louvre, em Paris.

Gudea, príncipe de Lagash, estátua sentada dedicada ao deus Ningishzida. Cerca de 2120 a.C. Museu do Louvre. 46 cm de altura. Número de registro: AO 3293, AO 4108.

Resenha publicada em 23/09/2018.

Foto do membro da equipe: Moacir Führ

Escrita por

Moacir Führ

Moacir tem 34 anos e nasceu em Porto Alegre/RS. É graduado em História pela ULBRA (2008-12) e é o criador e mantenedor do site Apaixonados por História desde 2018.

Sabatino Moscati

Sabatino Moscati (1922-1997) foi um arqueólogo e linguista italiano conhecido por seu trabalho sobre os fenícios e cartagineses. Em 1954 se tornou professor de Filologia semita na Universidade de Roma onde estabeleceu o Instituto de Estudos do Oriente Próximo.
Sabatino dirigiu diversas escavações, e no processo se tornou reconhecido internacionalmente.

Arqueólogo(a)

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